Facebook Twitter RSS
magnify
Home Dicas da Mila Motor automotivo: entenda as diferenças
formats

Motor automotivo: entenda as diferenças

O motor é um conjunto de elementos que, sincronizados, produzem a energia necessária para o deslocamento do carro. Um motor à combustão, por exemplo, transforma a energia química da combustão em mecânica, gerando o deslocamento.

Um motor pode ser abastecido por diversas fontes de energia, gasolina, etanol, diesel, energia elétrica e até mesmo energia solar (protótipos), sempre com um projeto de engenharia e resultados diferenciados.

Neste post, vamos ver os tipos existente de motor a combustão e entender suas diferenças.

motor

Motor a Diesel

Nos motores a gasolina ou etanol, os ciclos são assim: em um primeiro momento, a válvula de admissão acolhe a mistura ar e combustível que, comprimida pelo pistão, chega a aproximadamente 450ºc e recebe a fagulha da vela para a queima. A explosão empurra o pistão novamente para baixo e na sua volta, os resíduos são eliminados pela válvula de escapamento, fechando o ciclo.

O mesmo não acontece com o a diesel.

As diferenças começam na admissão, já que não há mistura, mas apenas ar. O ar sozinho é então comprimido atingindo uma temperatura aproximada de 800ºc. Nesse momento, o diesel é injetado (tempo de compressão) em pressão aproximada a 200 bar. O contato do combustível injetado com o ar comprimido em alta temperatura já é suficiente para a queima, acontecendo, portanto, a combustão, com grande força de expansão, que empurra o cilindro para o ponto máximo inferior. Fechando o ciclo, o pistão volta a subir expulsando os resíduos pela válvula de escapamento.

Além das mudanças durante as quatro fases (admissão, compressão, combustão e escapamento), outras diferenças importantes entre os sistemas impactam diretamente a força e economia dos motores.

Na prática, a diferença é sentida na força do carro. O carro a diesel geralmente terá um torque maior em uma faixa de giros menor, garantindo força em baixas velocidades. Além disso, o motor a diesel tem como principal vantagem a capacidade para acelerações mais fortes combinadas a baixo consumo de combustível, cerca de 20% a menos.

Motor Flex

Um carro flex é aquele cujo motor funciona com qualquer proporção de gasolina e etanol armazenada em tanque único.

Esqueça os motores bicombustível com tanques separados, o motor flex demanda apenas um tanque, que pode ser abastecido tanto com etanol quanto com gasolina, funcionando normalmente com a mistura dos dois.

Essa flexibilidade do motor só é possível graças à evolução da injeção eletrônica e da sonda lambda que detectam o tipo de combustível e coordenam a queima da mistura combustível e ar no motor.

Como a gasolina e o etanol precisam de temperaturas e quantidade de ar diferentes, bem como produzem queimas diferenciadas, é preciso que a sonda lambda detecte a mistura ou combustível presente no tanque e se comunique com a injeção eletrônica do carro.

Basicamente, a sonda faz a leitura dos gases que saem do motor enviando sinal à central eletrônica para o ajuste da injeção. Uma programação eletrônica faz com que o motor sempre ofereça o melhor desempenho possível para a composição presente no tanque.

Motor Turbo

Como um modelo com motor 1.0 ou 1.4 turbo pode ter desempenho semelhante ao de um modelo 2.0 e ser ainda mais econômico? Com a ajuda de uma turbina e muita engenharia automotiva.

A invenção do turbo é mais antiga do que muitos pensam. A idéia de comprimir o ar antes de sua admissão nos cilindros do motor a combustão foi patenteada pelo engenheiro e pesquisador alemão, Gottlieb Daimler, em 1855. Um pouco mais tarde, o suíço Alfred Büchi teve a brilhante ideia de aproveitar os gases do escapamento do motor para o funcionamento da turbina que, por sua vez, seria encarregada de realizar a compressão do ar, antes da admissão. Surgia assim, em 1905, o conceito do motor turbo utilizado até os dias de hoje.

É claro que desde a ideia de Büchi até os dias de hoje o turbo sofreu várias revoluções.

A readaptação das estruturas do motor (downsizing), que se tornaram menores e com geometrias diferenciadas, o uso de materiais mais leves e modernos para redução da inércia dos componentes internos e o avanço do desempenho do próprio turbo, alguns com controle eletrônico, tornaram o sistema confiável ao longo dos anos e com ganhos significativos em dirigibilidade.

Além disso, a própria evolução dos motores a combustão, como a injeção direta e os comandos de admissão e escape variáveis, ajudaram a tornar o turbo ainda melhor.

Gostou das informações? Nos acompanhe no Facebook e não perca mais nenhuma de nossas dicas e novidades sobre o mercado automobilístico. Acesse nosso site e confira nossos novos modelos de veículos!

 
 Share on Facebook Share on Twitter Share on Reddit Share on LinkedIn
No Comments  comments 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *